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Atualização economia circular — merchandising corporativo em Portugal 2026

Conteúdo reciclado, embalagem mono-material, esquemas de retoma e reparabilidade são agora critérios de compra standard em Lisboa, Coimbra e em todo o Portugal. Onde o merchandising corporativo se posiciona no Plano de Ação da UE para a Economia Circular e no reporte CSRD/ESRS, e o que os compradores devem esperar dos fornecedores em 2026.

Onde a circularidade se posiciona na política da UE em 2026

O Plano de Ação para a Economia Circular da UE (CEAP) tem sido a espinha dorsal da política europeia de produtos desde 2020, e a segunda fase que decorre até 2026 aperta as regras sobre têxteis, embalagens e eletrónica. Para compradores de merchandising corporativo em Portugal, três eixos de política importam diretamente: o ESPR (Ecodesign for Sustainable Products Regulation), o PPWR (Packaging and Packaging Waste Regulation) e o reporte CSRD/ESRS para os grandes compradores.

O ESPR entrou na sua fase operacional em 2025 com atos delegados sobre têxteis e eletrónica. Os limiares de conteúdo reciclado e passaportes de produto aí definidos descem para as especificações de procurement B2B em 2026. O PPWR torna-se aplicável em fases a partir de agosto de 2026, com efeito pleno em 2030, mas os primeiros movers em Portugal já estão a especificar embalagem mono-material e metas mínimas de conteúdo reciclado antes dos prazos legais.

O reporte CSRD/ESRS está agora em vigor para o exercício fiscal de 2024 em diante para as grandes empresas da UE, com a segunda vaga a cobrir mais entidades cotadas e grandes empresas não cotadas portuguesas nos exercícios fiscais de 2025 e 2026. O standard ESRS E5 sobre uso de recursos e economia circular é o padrão específico que toca o procurement de merchandising. Os compradores têm de divulgar fluxos de materiais, resíduos e estratégia de economia circular. Esses dados têm de ser auditáveis, não estimados.

O que mudou em Portugal em 2026

Três movimentos fizeram o mercado português de merchandising corporativo avançar na circularidade desde janeiro de 2026. Nenhum é surpresa política — todos foram sinalizados em 2024 e 2025 — mas a velocidade de adoção em 2026 foi notável.

O primeiro movimento é o conteúdo reciclado como default. A média de encomendas corporativas portuguesas que expedimos a partir do hub de Lisboa no Q1 de 2026 incluiu pelo menos uma variante com conteúdo reciclado na shortlist (78% das encomendas) e selecionou uma variante reciclada na encomenda final (54% das encomendas). O conteúdo reciclado médio por peso foi 41%. O prémio de preço para variantes recicladas versus equivalentes virgens está agora tipicamente entre 8% e 22%, a estreitar rapidamente em t-shirts de algodão e sacos rPET onde o diferencial já é inferior a 10%.

O segundo movimento é a embalagem mono-material. Os compradores recusam crescentemente embalagens de material misto porque não podem ser recicladas nos circuitos municipais portugueses standard. Movemos a nossa embalagem de saída de Lisboa para cartão canelado kraft mono-material com tintas aquosas, sem janelas de plástico, sem inserts de espuma. O custo é aproximadamente o mesmo face à embalagem de material misto anterior.

O terceiro movimento é o aparecimento de pedidos de retoma e reparabilidade em concursos, particularmente de compradores do setor público e grandes grupos privados sob o âmbito CSRD. O pedido é normalmente uma oferta para retoma de fim de vida do merchandising para reciclagem ou recondicionamento, mesmo que a retoma não seja exercida em todas as encomendas.

O que a circularidade significa para o mix de SKU de merchandising em Portugal

As categorias que mais avançaram na circularidade no mercado corporativo português em 2026 são o vestuário em algodão, a drinkware em rPET, a papelaria e os sacos em material reciclado.

O vestuário em algodão é agora rotineiramente especificado como algodão orgânico certificado GOTS, algodão reciclado de fluxos de têxteis usados, ou uma mistura. Ambas as opções estão disponíveis a partir de Lisboa em escalões de MOQ a partir de 100 unidades por SKU. A documentação GOTS chain-of-custody é expedida com cada encomenda sem custo extra.

A drinkware em rPET — garrafas, tumblers, copos — passou de opção premium para default para a maioria dos compradores corporativos portugueses em 2026. Garrafas em aço inoxidável de vácuo feitas com aço reciclado são também uma categoria em crescimento, com aço reciclado certificado GRS já disponível com um pequeno prémio.

A papelaria — cadernos, post-its, sacos de papel — mudou para 100% papel reciclado ou papel virgem certificado FSC como especificação default. Os compradores raramente pagam prémio por qualquer das opções; ambas estão em paridade com a linha de base mista anterior.

Os sacos em algodão reciclado, rPET e PP não-tecido reciclado são agora a opção padrão de shortlist em Lisboa e no Porto. Não há preferência por uma fibra única — a resposta certa é a que melhor se adequa ao caso de uso e ao requisito de durabilidade.

O ângulo português: AIP, AICEP e a visão da agenda comercial

A circularidade não é apenas um tema regulatório em Portugal — é também um tema de agenda comercial. A AIP (Associação Industrial Portuguesa) e a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) têm estado ativas em 2026 na promoção de materiais circulares e cadeias de fornecimento de conteúdo reciclado em Portugal.

A AICEP em particular realizou missões de compradores em 2026 que ligaram compradores ibéricos e europeus a fabricantes portugueses de têxteis reciclados, plásticos reciclados e papel certificado FSC. O hub de Lisboa participa nessas missões. O efeito prático para os compradores é que a cadeia de fornecimento de conteúdo reciclado dentro de Portugal está mais desenvolvida em 2026 do que estava há dois anos — prazos mais curtos, maior variedade de SKU, mais concorrência no preço.

A cadeia de fornecimento ainda não está completa. Algumas fibras especializadas (têxteis técnicos reciclados, malhas de performance recicladas) continuam a vir predominantemente de fornecedores do norte da Europa ou de países lusófonos (Brasil, Moçambique) com prazos mais longos e preços mais altos. Os compradores que precisam delas devem planear mais cedo.

Como os dados fluem para o reporte CSRD do comprador

Cada encomenda corporativa em Portugal que expedimos em 2026 leva uma ficha de dados pronta para CSRD além da fatura de IVA 23% emitida via Portal das facturas (AT). A ficha de dados contém o SKU, peso, decomposição de material com percentagens de conteúdo reciclado, país de origem por componente, classe energética do método de decoração, trilha de auditoria de fornecedor, e via de fim de vida (reciclável, compostável, retoma).

Os compradores que alimentam esses dados no seu data lake ESRS podem tipicamente colar a ficha de dados ao nível da encomenda diretamente na sua ferramenta de reporte sem reinserção manual. A camada de agregação na ferramenta do comprador produz as divulgações ESRS E5. A trilha de auditoria é o pack de auditoria do fornecedor — BSCI, SMETA, SA8000, ISO 14001 — disponível a pedido num dia útil.

A disciplina dos dados importa porque a garantia CSRD é agora uma expectativa de mercado, não uma expectativa futura. Os grandes compradores portugueses e grupos cotados na UE com operações em Portugal estão a encomendar garantia limitada ou razoável sobre os seus reportes CSRD para o exercício fiscal de 2024 em diante. Um fornecedor que não consiga evidenciar as suas afirmações de circularidade torna o trabalho de garantia do comprador mais difícil.

FAQ

O conteúdo reciclado é sempre mais caro em Portugal?

Tipicamente, entre 8% a 22% de prémio, a estreitar rapidamente. Para t-shirts de algodão e sacos rPET o diferencial é agora inferior a 10% versus equivalentes virgens.

Fornecem certificados GOTS ou GRS com cada encomenda?

Sim — os certificados chain-of-custody são expedidos com cada encomenda sem custo extra. As afirmações de conteúdo reciclado são auditáveis até ao certificado.

Podem organizar retoma de merchandising em fim de vida?

Sim, a pedido. A oferta de retoma é incluída na cotação standard para concursos do setor público e grandes grupos privados; para compradores de mid-market é adicionada a pedido.

A Corp-Merch.PT é parceira oficial da AICEP ou AIP?

Não. Participamos em atividades comerciais da AICEP e AIP. Não somos fornecedor oficial, patrocinador ou parceiro de nenhuma das organizações.

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