Matriz de merch B2B em Portugal
559 combinações de produto, método de decoração e setor, cada uma com a técnica recomendada, o MOQ, o prazo de produção e o preço de referência em euros sem IVA.
Como ler esta matriz
Cada página da matriz responde a uma pergunta de compra concreta: dado este produto e esta situação, o que produzimos de facto, com que técnica e a partir de que quantidade mínima. A resposta muda com o substrato. Uma caneca de cerâmica aceita tampografia ou gravura a laser que uma tote de algodão não aceita, e as páginas separam esses casos para que não tenha de memorizar quatro especificações ao mesmo tempo.
As 559 páginas formam duas famílias. A primeira cruza o método de decoração com o tipo de produto e responde à pergunta «esta técnica aguenta este substrato?». A segunda cruza o tipo de produto com o setor e responde à pergunta «que merchandise faz sentido para este comprador?». Vivem no mesmo índice porque as decisões de compra não chegam isoladas: quem escolhe o substrato decide ao mesmo tempo o setor que vai consumir a peça.
Todas as páginas trazem o mesmo conjunto de dados, para que possa comparar linhas sem saltar entre documentos: técnica recomendada, MOQ por escalão, prazo em dias úteis, preço de referência em euros sem IVA e condições de expedição a partir do hub de Lisboa.
Leia primeiro a família do substrato, para fixar a técnica, e depois a família do setor, para fixar o artigo. As duas leituras juntas fecham o briefing que enviamos para orçamento, e é a partir desse briefing que sai a proposta com preço por escalão.
O índice está ordenado alfabeticamente pelo título de cada artigo. O título indica o tipo de produto, a outra metade da combinação e o país, pelo que a procura direta funciona: escreva o que procura na barra do navegador ou use a pesquisa do próprio navegador sobre esta página.
Método de decoração contra tipo de produto
A família método × produto é a mais próxima da oficina. Cada página põe uma técnica contra um tipo de produto e descreve o que a técnica faz bem nesse material, onde falha e que volume compensa a preparação da matriz e da ecrã.
A serigrafia é a técnica dos volumes: a partir de 25 a 50 peças o custo unitário desce e as cores Pantone mantêm-se fieis no algodão e no poliéster. O bordado computorizado responde a partir de 25 a 50 peças e é a opção natural para logótipos no peito ou nas mangas, porque a máquina digital mantém o ponto e a cor estáveis em malhas grossas.
A sublimação transfere a tinta para o interior do tecido e só funciona em poliéster e em superfícies com revestimento próprio, pelo que não substitui a serigrafia numa t-shirt de algodão. O heat transfer funciona de forma parecida, mas transfere uma película sobre o tecido, e é útil em quantidades pequenas quando a data é o fator crítico.
DTG e DTF resolvem o tiragem pequeno. A DTG imprime diretamente no tecido e aceita gradientes e cores fora de Pantone, com MOQ a partir de 10 a 25 peças. A DTF transfere uma película já impressa para o suporte, funciona em algodão, poliéster e misturas, e é a via mais rápida quando o prazo é curto.
A gravura a laser entra quando o pedido é pequeno e numerado, com MOQ a partir de 100 a 500 peças, porque cada unidade exige preparação individual. O UV printing cura a tinta com luz e serve materiais rígidos como acrílico, metal e PVC. A tampografia continua a ser a solução para superfícies curvas e quantidades pequenas.
O embossing e o debossing não acrescentam tinta: marcam o material por pressão e dão um acabamento tátil que sobrevive a muitas lavagens. Um logótipo em relevo lê-se ao toque e não à distância, e essa diferença decide o projeto quando o artigo circula entre clientes.
Tipo de produto contra setor
A família tipo × setor parte do outro lado, o do cliente. Cada página cruza um artigo de merchandise com o setor que o compra e descreve o que esse setor costuma encomendar, em que volume e com que justificação comercial.
Muitos setores compram em duas escalas ao mesmo tempo. O retalho e a hotelaria encomendam uma camada grande e visível, voltada para o cliente final, e uma camada pequena de uso interno. A mesma página de t-shirts e sweatshirts mostra as duas leituras com MOQ separados, porque um pedido de 500 peças para a montra e um pedido de 30 para a equipa interna não se calculam do mesmo modo.
Os recursos humanos compram por evento e por data. A entrada de um colaborador, o aniversário da empresa, o presente de fim de ano e o kit de conferência chegam com datas fixas e quantidades previsíveis, o que permite fixar MOQ e prazo com seis meses de antecedência e negociar o preço por escalão.
A indústria e a tecnologia compram por projeto e por especificação. Um colete de obra, um kit de segurança ou um carregador de reserva para frota exigem conformidade com a norma do setor, e a página do setor indica os certificações a confirmar e os prazos de aprovação antes da produção.
Os eventos e os congressos compram por data. O stand, o crachá, o kit de congressista e a camisola de equipa têm de estar prontos antes das portas abrirem, o que torna o prazo de produção e a prova de arte os dois pontos que decidem o fornecedor.
O setor financeiro, o tecnológico e o de saúde acrescentam uma camada de conformidade, e o setor dos transportes e da logística acrescenta prazos de entrega apertados. Em todos os casos, a página do setor separa o que é merchandise de uso geral do que exige certificação, para que o orçamento não esconda custo de homologação.
MOQ, prazos e preços
O MOQ é o ponto onde a maior parte dos orçamentos trava, e varia por técnica. A serigrafia, o bordado, a sublimação e a DTG aceitam pedidos a partir de 25 a 50 peças; a DTF e a marcação térmica a partir de 10 a 25; a gravura a laser a partir de 100 a 500, porque o tempo de preparação é individual.
Os prazos contam dias úteis a partir da aprovação da arte, não a partir da encomenda. A regra prática da casa é 5 a 8 dias úteis para vestuário e acessórios em técnicas de impressão, mais o transporte. Existe ainda rush de 48 a 72 horas, com sobretaxa, e está assinalado como tal.
Os preços estão em euros sem IVA, e os 23% de IVA são faturados via Portal das Finanças (AT). Os escalões aparecem por volume, e o escalão mais alto é o que interessa a quem repete encomenda. O preço de referência de cada página é esse escalão, não uma média.
O call-off, com stock permanente e reposição por chamada, é a alternativa quando o volume é constante mas a data varia. A vantagem está no prazo e no fluxo, não no preço unitário: o savings vem do setup amortizado e da ausência de preparação em cada reposição.
A expedição sai do hub de Lisboa. A entrega em Portugal Continental tem prazos próprios que convém confirmar na altura da proposta, porque uma conferência no norte ou numa ilha não é a mesma operação que uma entrega em Lisboa, e o transporte entra no cálculo final.
Um orçamento fica completo com três peças: artigo e quantidade, técnica e prazo, preço e escalão. Qualquer proposta que não indique o MOQ não está a comparar o mesmo que a sua, e essa é a omissão mais frequente quando se comparam fornecedores.
A arte e o ficheiro
Trabalhamos com ficheiros vetoriais, em AI, EPS, PDF ou SVG, com as fontes incluidas ou convertidas em curvas. Um PDF aberto no programa de prepress é o formato mais seguro, porque mantém a escala e as cores exatamente como foram definidas na origem.
A cor Pantone é o padrão de trabalho: com uma referência de cor fechada, a serigrafia e o bordado reproduzem o tom pedido com consistência entre lotes. Gradientes e fotos entram melhor em DTG e em DTF, onde a impressão digital dispensa a separação de cores.
Detalhes finos, linhas abaixo de meio milímetro e textos muito pequenos perdem-se na subida em poliéster e no ponto de bordado. Onde o detalhe é o que sustenta a marca, o número de cores e o tamanho da área de impressão decide se o logótipo sobrevive à técnica.
A prova de arte é enviada antes da produção, e só depois da sua aprovação é que a produção arranca. Enviamos a prova com o grafismo aplicado sobre a cor real do tecido, porque a leitura de um logótipo sobre fundo branco engana quem vai usar a peça.
Como enviar um pedido
Um bom pedido responde a três perguntas: que produto, em que quantidade e para quando. Com essas três respostas conseguimos propor a técnica, o suporte e o prazo, e devolver um orçamento com preço por escalão.
Se tem arte, envie o ficheiro vetorial com as fontes indicadas e uma referência de cor. Se ainda não tem arte, descreva a peça e o uso, que ajudamos a escolher o suporte e a composição. Em ambos os casos, o que decide o prazo é a data de aprovação da arte.
Para encomendas recorrentes, indique a frequência e o consumo estimado. A partir daí conseguimos montar um plano anual com stock permanente, chamada por chamada e o mesmo grafismo, que costuma baixar o custo unitário e eliminar a pressa de cada reposição.
Descreva também onde a peça será usada: na rua, em interior, em contacto com água ou num espaço com restrições. Isso muda a escolha do material e do revestimento, e a resposta ocupa uma linha no briefing mas pode poupar uma tiragem inteira.
Se o pedido exigir certificação, indique a norma e a entidade que a exige. Verificamos a documentação antes de cotar, porque um artigo que não cumpre a norma não tem preço, tem apenas um tempo de espera até a homologação estar feita.
Sustentabilidade e certificações
A sustentabilidade aparece cada vez mais nos briefings, e o número de rótulos no artigo não substitui a verificação. O GOTS certifica o têxtil de algodão de origem biológica, o GRS certifica o poléster reciclado, e o OEKO-TEX atesta a ausência de substâncias nocivas no têxtil acabado, não a origem da fibra.
São três coisas diferentes, e confundi-las é comum. Uma peça com GOTS pode ser tingida de forma convencional e com consumo elevado de água, e uma peça reciclada pode não ter qualquer certificado têxtil válido. A pergunta útil ao fornecedor é sempre a mesma: que certificado cobre exatamente este artigo, e quem o emitiu.
O material reciclado altera o toque e a durabilidade do tecido, por isso uma mistura reciclada não substitui uma fibra virgem uma a uma. Onde o uso é exigente, como um colete de trabalho ou uma mala levada todos os dias, a escolha do tecido importa mais do que o rótulo.
Para artigos impressos, a tinta importa tanto como o substrato. As tintas à base de água em algodão e poliéster cumprem as restrições aplicáveis ao contacto com a pele, e as tintas low-solvent são a escolha habitual para superfícies sintéticas. Em substratos compostos e revestidos, pergunte qual o sistema de tinta usado, porque as falhas de aderência aparecem meses depois, já depois do evento, quando já não é possível substituir.
Em concursos públicos, a documentação acompanha a proposta. Perguntamos que certificado se aplica a este artigo, qual é a entidade certificadora e até que data o certificado é válido. Um certificado caducado no ano passado não vale nada numa auditoria, e é mais barato descobrir isso antes da encomenda do que durante ela.
A embalagem merece uma nota própria. Embalagem plástica, fita e espuma aumentam o volume da remessa e o custo do transporte, e num evento com muito público a embalagem pode pesar mais do que a própria peça. Uma caixa de cartão e um saco de papel resolvem o problema por menos dinheiro.
Erros que custam dinheiro
O primeiro erro é comprar por peça e não por escalão, ignorando que o preço de 50 peças e o de 500 não são o mesmo preço. O segundo é escolher a técnica pela imagem do catálogo e não pelo substrato, e descobrir tarde que a cor não se mantém em algodão escuro. O terceiro é deixar a prova de arte para o fim, quando já há prazo de produção a correr.
Há ainda um erro mais subtil: enviar a arte em baixa resolução ou como imagem de ecrã. A serigrafia precisa de contornos vectoriais, o bordado de uma imagem com contraste bem definido, e a DTG aceita fotografia, mas nenhuma das três amplia uma imagem de 300 por 300 píxeis sem o mostrar.
Todos se evitam com a mesma decisão: fechar artigo, quantidade e data antes de qualquer orçamento. É a ordem inversa da habitual, e é a que produz propostas comparáveis entre fornecedores.
O custo de um erro aparece depois, no stock que fica parado, na peça que já não pode ser reutilizada e na data de reação perdida. Num pedido de conferência, esse custo é o próprio espaço do stand.
O que pedir em conjunto
Dois artigos pedidos juntos custam menos do que dois pedidos separados, porque a preparação é partilhada. Uma camisola e uma caneca para a mesma conferência partilham a mesma matriz de cor, e a serigrafia passa a compensar a partir de 25 a 50 peças.
O welcome pack é o exemplo mais comum. Reúne um artigo de uso diário, um artigo de memória e um de ligação, e funciona como peça individual e como conjunto de boas-vindas. As páginas de cada tipo de artigo explicam a composição, e a família tipo e setor mostra os setores que compram mais conjuntos.
O kit de congressista é o outro extremo: o crachá, a mochila, a camisola e o caderno saem da mesma encomenda e chegam ao mesmo endereço, o que reduz o número de envios e o risco de peças que faltam. O ponto de atenção é a data: cada artigo tem o seu próprio prazo, e o kit só sai quando o mais lento fecha.
Uma encomenda combinada também simplifica a contabilidade: uma fatura, uma referência, um transporte. Em compras recorrentes, vale a pena fixar o conjunto completo e tratar a reposição como um bloco, em vez de deixar cada artigo correr por conta própria.
Quando o stock permanente compensa
O call-off só compensa quando a rotatividade é alta. Se uma camisola de equipa permanece no armário durante meses, o call-off é mais caro do que uma série de pedidos pequenos, porque o stock imobilizado e o armazenamento entram na conta.
Compensa quando o consumo é constante e previsível, quando o número de cores e de tamanhos é fixo e quando a sazonalidade é baixa. É o caso típico do uniforme de uma rede de lojas, onde cada semana entram três colaboradores com o mesmo perfil de tamanho.
O ponto de equilíbrio depende do tempo de imobilização. Stock parado há quatro meses já está a pagar um ano de fabrico por um período de uso curto, e nesse caso a encomenda por chamada é melhor.
A pergunta prática para o fornecedor é simples: quantas peças preciso guardar para responder a uma semana de procura, e quanto tempo ficariam paradas antes da primeira reposição. A resposta define se o call-off é uma poupança ou um custo escondido.
Todas as páginas da matriz
559 páginas, ordenadas alfabeticamente pelo título de cada artigo. Escolha a linha que corresponde ao seu pedido e abra a página para ver a especificação completa.
Pedir orçamento
Indique o produto, a quantidade e o prazo. Respondemos num dia útil com a técnica que recomendamos, o MOQ aplicável e o preço em euros sem IVA.